segunda-feira, 29 de outubro de 2012


PIAGET E VYGOTSKY - Diferenças e semelhanças

PIAGET E VYGOTSKY
Diferenças e semelhanças
Do que foi visto, é possível afirmar que tanto Piaget como Vygotsky concebem a criança como um ser ativo, atento, que constantemente cria hipóteses sobre o seu ambiente. Há, no entanto, grandes diferenças na maneira de conceber o processo de desenvolvimento. As principais delas, em resumo, são as seguintes:
A) QUANTO AO PAPEL DOS FATORES INTERNOS E EXTERNOS NO DESENVOLVIMENTO
Piaget privilegia a maturação biológicaVygotsky, o ambiente social, Piaget, por aceitar que os fatores internos preponderam sobre os externos, postula que o desenvolvimento segue uma seqüência fixa e universal de estágios. Vygotsky, ao salientar o ambiente social em que a criança nasceu, reconhece que, em se variando esse ambiente, o desenvolvimento também variará. Neste sentido, não se pode aceitar uma visão única, universal, de desenvolvimento humano.
B) QUANTO À CONSTRUÇÃO REAL
Piaget acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que esta se encontra. A visão particular e peculiar (egocêntrica) que as crianças mantêm sobre o mundo vai, progressivamente, aproximando-se da concepção dos adultos: torna-se socializada, objetiva.Vygotsky discorda de que a construção do conhecimento proceda do individual para o social. Em seu entender a criança já nasce num mundo social e, desde o nascimento, vai formando uma visão desse mundo através da interação com adultos ou crianças mais experientes. A construção do real é, então, mediada pelo interpessoal antes de ser internalizada pela criança. Desta forma, procede-se do social para o individual, ao longo do desenvolvimento.
C) QUANTO AO PAPEL DA APRENDIZAGEM
Piaget acredita que a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele. Com isso, ele minimiza o papel da interação social. Vygotsky, ao contrário, postula que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, de modo que, quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento.
D) QUANTO AO PAPEL DA LINGUAGEM NO DESENVOLVIMENTO E Á RELAÇÃO ENTRE LINGUAGEM E
PENSAMENTO
Segundo Piaget, o pensamento aparece antes da linguagem, que apenas é uma das suas formas de expressão. A formação do pensamento depende, basicamente, da coordenação dos esquemas sensorimotores e não da linguagem.Esta só pode ocorrer depois que a criança já alcançou um determinado nível de habilidades mentais, subordinando-se, pois, aos processos de pensamento. A linguagem possibilita à criança evocar um objeto ou acontecimento ausente na comunicação de conceitos.Piaget, todavia, estabeleceu uma clara separação entre as informações que podem ser passadas por meio da linguagem e os processos que não parecem sofrer qualquer influência dela. Este é o caso das operações cognitivas que não podem ser trabalhadas por meio de treinamento específico feito com o auxílio da linguagem. Por exemplo, não se pode ensinar, apenas usando palavras, a classificar, a seriar, a pensar com responsabilidade.
Já para Vygotsky, pensamento e linguagem são processos interdependentes, desde o início da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores: ela dá uma forma definida ao pensamento, possibilita o aparecimento da imaginação, o uso da memória e o planejamento da ação. Neste sentido, a linguagem, diferentemente daquilo que Piaget postula, sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.

Disponível em: http://www.monografias.brasilescola.com/psicologia/piaget-vygotsky--diferencas-semelhancas.htm . Texto de Renata Gonçalves. Acesso e captura em 29/10/2012.

domingo, 28 de outubro de 2012

               
 ESTADO ABSOLUTISTA
                                         

  Apresento um breve resumo do texto "Linhagens do Estado Absolutista" de Perry Anderson, na verdade resolvi abordar apenas algumas temáticas principais a partir dos estudos e discussões que fizemos em aula.


O Absolutismo no Ocidente.


 - Surgimento

    O Absolutismo começa a ganhar força no ocidente com a crise do sistema feudal durante os séc XIV e XV, essa ruptura provocou alterações no sistema econômico e social do velho continente, esse mecanismo manteve em equilíbrio a burguesia e  a nobreza, fazendo  com isso que o estado ganhe mais poder, já que ninguém sobrepunha ao poder real, portanto uma equiparação de forças com a nobreza seria mais que vantajoso para eles.
   Para Engels essa foi a época que o poder feudal percebeu  que o período de sua dominação política e social chegara ao fim, para Marx as novas estruturas administrativas que se formaram era um instrumento burguês, ou seja, Marx via o estado como um sistema para aumentar o poder da burguesia, o que fez nascer uma classe média que lutava contra o feudalismo..... existem divergências e diferentes modos de perceber esse período que também podemos dizer que foi uma época de transição entre o feudalismo e o sistema capitalista.
     Podemos dizer que nesse sistema foi criada a burocracia, o aparelhamento do estado com seus órgãos (Exército, polícia, clero, sistema tributário, etc), e a concentração de poder a partir do Estado,e claro... um equilíbrio de forças entre a Nobreza e a Burguesia. O sistema passava por uma transformação na relação de trabalho, porém no campo as relações permaneciam feudais.
 Entra ano e sai ano uma coisa nunca mudou, o poder da aristocracia feudal, eles passaram por várias transformações desde a idade média, mas seu poder político sempre permaneceu muito forte.



 - Poder Econômico

    Os Estados Monárquicos foram um instrumento para a manutenção de poder da nobreza em cima das massas rurais, mas ao mesmo tempo esses nobres tinham que se adaptar ao crescimento de uma burguesia mercantil, indústrias urbanas importantes começaram a aparecer, invenção de máquinas, surgimento da imprensa, fábrica de navios, enfim, a sociedade estava cada vez mais burguesa, mas a ordem política permanecia feudal.



- Direitos Civis

     A introdução dos direitos civis clássicos foram fundamentais para a livre circulação de capital nas cidades e no campo, para isso foi usado o Direito Civil Romano na concepção de propriedade privada, essa adoção fazia parte de uma tentativa dos Estados Monárquicos acumularem mais poderes, o sistema jurídico era baseada em dois setores completamente diferentes, o direito civil que controlava as transações econômicas entre os cidadãos e o direito público, que regia as relações políticas entre o estado e seus súditos ( que beleza), o surgimento da noção de propriedade  incentivava a troca de mercadorias, fazendo com que alguns conseguissem concentração de poder, existia a lógica, quanto mais terras, mais poder, mais concentração de bens, mais poder, de acordo com o autor do texto, o papado foi um dos primeiros sistemas políticos da Europa feudal a usar essa jurisprudência Romana em grande escala.
      A transformação de poder refletia na distribuição de poder dentro do estado.. aliás, sobre as leis, vários juristas de diferentes estados adaptaram a lei Romana a sua maneira e para atender seus interesses, não podemos pensar que o Absolutismo na Europa tenha ocorrido de forma homogênica e igualitária em toda sua plenitude.



 - Exército e burocracia

     Como coloquei lá em cima, de acordo com o autor, uma das características do Absolutismo, foi   a criação da burocracia para atender aos diversos interesses do estado, enfim..o aparelhamento em suas mais diferentes formas, umas das coisas que fizeram toda diferença foi a criação de um exército profissional, cada Estado criou o exército a sua imagem e semelhança se acordo com seus interesses, esse exército tinha funções diferentes de lugar para lugar, mas era em sua maioria formado por mercenários, homens de vários lugares, de diferentes línguas e idiomas, na verdade a nobreza não queria armar seus camponeses e coloca-los no front de batalha, havia inclusive o temor  de que não se poderia treinar súditos e ao mesmo tempo mante-los obedientes a ordem da coroa.
     Essa característica de exércitos mercenário durou até o fim do Absolutismo no Ocidente, a guerra para eles apresentava  o mais rápido e lucrativo modo de expansão.
     Uma coisa que ficou marcado também era a venda de cargos públicos, artificio muito usado pela burguesia que queria ver sua influência junto a corte aumentada, claro, isso tudo para atender interesses particulares, principalmente por parte da burguesia mercantil e manufatureira.
     Claro, toda essas transformações, todo esse aparelhamento do estado e manutenção de um poder centralizado aliado as obrigações de trabalho e renda em dinheiro tinha um custo, uma causa e uma consequência terrível, principalmente para os mais pobres.... o aumento dos impostos, como os pobres passaram a receber por seus serviços... imposto neles, claro que quando o bolso aperta a gritaria é geral, com isso foram registrados revoltas por toda Europa por causa da carga tributária, a ordem dos coletores de impostos era pegar e arrecadar o quanto podiam, o Estado dependia de uma economia forte, para ter um exército forte, com isso mais conquistas (guerras), o que naturalmente fazia aumentar a arrecadação... e assim ia numa interminável bola de neve.



 - Diplomacia

     Apesar da sua eficácia, a guerra  era um tanto dispendiosa para o estado e a maquina administrativa, com isso a diplomacia foi aos poucos se estabelecendo, como os estados não eram iguais, viviam momentos diferentes, foi preciso de muita conversa e cautela para poderem desenvolver relações comerciais que atendessem e satisfizessem a ambos, entre os súditos não havia sentimentos patrióticos, de amor a terra, o amor era muito mais pelo poder e nas consequências que isso pudesse trazer, por isso toda ocupação e conquistas era importante, não importava a língua que o nativo falasse, uma das armas que a diplomacia usava para aproximação de reinos era o casamento,  um modo efícaz, dispendioso e que dispensava agressão armada para conquista de novos territórios, claro que nada é bom suficiente, o casamento também tinha seus problemas, principalmente quando uma das partes morria.




     Esse foi um breve relato do texto do capítulo O Estado Absolutismo no Ocidente, do livro  - Linhagens do Estado Absolutista  - de Perry Anderson. Separei por tópicos para facilitar a leitura e compreensão de todos.