Ao olharmos o mapa múndi, podemos visualizar dezenas de países. Cada qual com seu contexto interno, suas características, sua cultura, sua idiossincrasia, suas contradições. Cada país tem suas próprias características. Mas algo em comum traça uma linha histórica que os une. Todos são agentes históricos do seu próprio tempo. Não existe nação ou país que não esteja de algum modo traçando sua própria história. Avançando sobre o tempo a seu grosso modo.
No Brasil, a badalada Prof.a Dra da USP, a Filosofa Marilena Chauí costuma dizer que o Brasil se faz grande "apesar" de sua conservadora classe média. Pode ser uma conotação um tanto pesada, mas que infelizmente não está fora do que percebemos como algo reacionário. Quem nunca escutou, ou mesmo disse frases como: "Isso é Brasil". "Temos um país de merda". "O Brasil é uma desgraça". "Brasileiro não sabe votar"....etc, etc, etc.
Tais frases dão razão a posicionamentos como de Marilena Chauí, e leva a crer que realmente existe uma classe que não percebe o Brasil como agente de sua própria história, ou seja... acha que vivemos num mundo a parte, descolados da realidade contemporânea mundial. Alguns chamam isso de "síndrome de vira latas". É facilmente identificada sobretudo na classe média brasileira. Não podemos negar que isso é uma característica, desprezível...mas é uma característica.
A Copa do Mundo está batendo a nossa porta. A classe média parou de brincar de "protestar", agora chegou a vez dos que tem uma pauta legítima e definida. Os Movimentos Sociais estão se fazendo ouvir, e com toda razão. MST, MTST, Sindicatos, Partidos....aquela babaquice de "sem bandeiras" felizmente naufragou. Os que sempre lutaram por suas causas estão aproveitando a visibilidade que a Copa proporciona para apresentar suas revindicações. De modo justo.
Mais uma vez é fácil vermos velhos amigos bradando aos quatro ventos algo como: "Vamos passar vergonha na Copa". "O Brasil não está preparado para receber o Mundial". Pois digo...o Brasil estaria fora do contexto mundial se não houvesse manifestações dos movimentos sociais, estranho é a classe média não perceber isso e continuar achando que somos únicos, que somente aqui a "desgraça ocorre". Pois vejamos. Quem se lembra das últimas Olimpíadas? Londres 2012....o que aconteceu lá? GREVESSSSSS... http://olimpiadas.uol.com.br/noticias/redacao/2012/06/22/motoristas-de-onibus-entram-em-greve-em-londres-e-ameacam-parar-durante-a-olimpiada.htm
Copa da Africa em 2010. Nossa. Mais greves. http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,greves-e-protestos-ameacam-a-copa-na-africa-do-sul,556444,0.htm . A Copa de 2006 foi na Alemanha, imagina se lá isso ocorre? pois é...ocorre sim http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2006/01/19/ult33u50676.jhtm . Copa de 1998 na belíssima França, pois bem....tome greve, protestos, e um país paralisado. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk03069840.htm .
O Brasil não é diferente por um único motivo. Fazemos parte do contexto histórico mundial. Temos nossa própria história, somos agentes do nosso tempo. Não somos iguais, mas não somos diferentes. Ao contrário do que a "síndrome de vira latas"apregoa. Não somos a "merda" que muitos acham. Somos apenas um país em transformação. Assim como tudo.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
Festival Internacional de Vídeo Dança ganha força no Brasil.
De 26 de maio a 08 de junho, o festival espalha suas telas pela Maison de France, o Teatro Cacilda Becker e, pela primeira vez, o Museu de Arte do Rio
Há 12 anos na vanguarda da discussão sobre corpo e imagem, o dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança, começa dia 26 de maio, levando até 08 de junho, a diversos pontos da cidade, sua programação gratuita, que conta com a MIV - Mostra Internacional de Videodança, sessões de vídeos comentadas, debates, além de palestra e oficina com a convidada internacional, Andrea Davidson.
Realizada com patrocínio da RioFilme, a 12a edição do festival abre na segunda, 26 de maio, com uma sessão especial da MIV - Mostra Internacional de Videodança, apresentando vídeos franceses no Teatro da Maison de France. Das 15h30 às 18h, serão exibidos os clássicos Merce Cunningham, la danse en héritage, de Marie Hélène Rebois e Vers Mathilde, de Claire Denis. Em seguida, às 19h, integrando o Cine Maison, dois vídeos de Pierre Colibeuf, Dédale e Pavillon Noir serão apresentados e comentados pela crítica e pesquisadora Silvia Soter e por um dos diretores do festival, Eduardo Bonito.
O dança em foco segue, de terça (27) a sábado (31), ocupando, pela primeira vez, a Escola do Olhar, do MAR - Museu de Arte do Rio, com vídeos, oficina e palestra. “Com esta série de ações, a videodança passará a frequentar este novo espaço de cultura na cidade”, destaca Regina Levy, um das diretoras do festival. No museu, a realizadora canadense, radicada na França, Andrea Davidson, ministrará a oficina “Incorporação: comunicando sensação/sentido na videodança”, de 27 a 31 de maio, abordando as diferentes formas de olhar, sentir, enquadrar e criar ritmo com imagens de dança em processos de filmagem e edição. Os interessados em concorrer às 25 vagas disponíveis devem se inscrever até 15 de maio, em formulário online: goo.gl/9JB2Y3. Durante o festival, Andrea Davidson, que vem pela primeira vez ao Brasil, com o apoio do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e a Cinemateca da Maison de France, também oferecerá a masterclass “Ampliando o discurso sobre a videodança: dança e novas mídias”, no dia 31 de maio, às 18h, no MAR.
O MAR também receberá, nos dias 28, 29 e 31 de maio, das 14h às 18h, sessões contínuas da programação da MIV - Mostra Internacional de Videodança. Com curadoria de Paulo Caldas e Leonel Brum, a MIV resultou da seleção de aproximadamente 200 trabalhos recebidos durante a convocatória anual. Entre os escolhidos, videodanças oriundos de 24 países, incluindo vídeos de artistas da República Dominicana, do Irã e da Eslováquia. A MIV também apresentará programas em parceria com os festivais internacionais “Agite Y Sirva” (México), “Videomovimiento” (Colômbia), “In Shadow” (Portugal), e “Fábrica de Movimentos” (China e Portugal). Dando continuidade à parceria com o dança em foco, o canal Curta! exibirá uma seleção de obras da MIV em sua programação na TV a cabo. “Queremos estender o alcance do festival, nacionalmente, a um público plural e interessado na arte e na cultura de hoje”, afirma Paulo Caldas, idealizador do projeto.
Na última semana, no Teatro Cacilda Becker, dentro da programação do projeto de Ocupação Parabólica, o festival prolonga a MIV, em sessões contínuas, de 04 a 08 de junho, das 13h às 21h30. Neste espaço, o dança em foco também promoverá dois bate-papos entre artistas, pesquisadores e produtores: Curta a videodança na TV, com Bibiana de Sá e Lis Kogan, e A videodança no ensino: a experiência dos cursos superiores, com Deise Calaça, Felipe Ribeiro, Marcus Moraes e Roberto Eizemberg, nos dias 04 e 06 de junho, às 19h, respectivamente. “Esperamos mais uma vez celebrar a evolução da videodança na cidade, com artistas, especialistas e público, provocando reflexões sobre o desenvolvimento da dança em suas relações com o audiovisual”, assinala o diretor Eduardo Bonito.
SERVIÇO:
dança em foco 2014
De 26 de maio a 08 de junho
Entrada Franca
Livre para todos os públicos
MAR – Museu de Arte do Rio - Praça Mauá, 5, Centro / (21) 3031 2741 (metrô estação Uruguaiana)
MIV - Mostra Internacional de Videodança
Sessões contínuas, dias 28 (4a f), 29 (5a f) e 31 (sáb.) de maio, das 14h às 18h.
Masterclass: Ampliando o discurso sobre a videodança: dança e novas mídias, com Andrea Davidson
31 de maio, sábado, das 18h às 19h30.
As senhas para a masterclass serão distribuídas na Escola do Olhar
Oficina: Incorporação: comunicando sensação/sentido na videodança, com Andrea Davidson
De 27 a 30 de maio - 3ªf a 6ªf, das 14h às 18h e 31 de maio - sáb., das 13h às 17h, na Escola do Olhar/MAR.
As inscrições estão abertas de 1o a 15 de maio, via formulário online em goo.gl/9JB2Y3, respostas aos selecionados até 20/5 - 25 vagas.
Teatro Cacilda Becker - Rua do Catete, 338 / galeria (21) 2265 9933 (metrô estação Largo do Machado)
MIV – Mostra Internacional de Videodança
De 04 a 08 de junho, de 4ªf a domingo, das 13h às 21h30 - Sessões contínuas, diariamente (excepcionalmente, nos dias 04 e 06, as sessões se encerrarão às 18h, devido à realização dos programas Diálogos, e domingo até às 21h)
DIÁLOGOS
Diálogo I: Curta a videodança na TV
com Bibiana de Sá e Lis Kogan
04 de junho, 4ª feira, das 19h às 21h.
Diálogo II: A videodança no ensino: a experiência dos cursos superiores
com Deise Calaça, Felipe Ribeiro, Marcus Moraes e Roberto Eizemberg
06 de junho, 6ª feira, das 19h às 21h.
Maison de France - Av. Presidente Antônio Carlos, 58 – Centro / (21) 3974 6699 (metrô estação Cinelândia)
Abertura da MIV – Mostra Internacional de Videodança
26 de maio, 2a feira, das 15h30 às 18h.
Mostra de vídeos comentados, integrando o Cine Maison
Com a crítica e pesquisadora Silvia Soter e o diretor do dança em foco, Eduardo Bonito
26 de maio, 2a feira, às 19h.
Assessoria de imprensa
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Copa do Mundo em fatos.
Grandes eventos como a Copa do Mundo tem suas sedes disputadas pelos países, justamente pelas benesses que trazem não só durante, mas também após as disputas se encerrarem. A Alemanha e a Africa do Sul viram a média de turistas aumentarem consideravelmente após a maciça exposição que tiveram ao sediar o último Mundial de futebol.
É uma oportunidade para incrementar a infraestrutura, antecipando obras e intervenções que eram necessárias mesmo sem a realização do evento. É o caso do investimento em mobilidade urbana como a ponte estaiada em Curitiba, aumento de trens em São Paulo e ampliação de avenidas para a região de Itaquera, reduto de 2 milhões de moradores, que sempre esteve as mínguas no quesito investimento, além de obras nos aeroportos, portos, rodovias e estradas em todo país num investimento que totaliza R$ 25,6 bilhões. Os investimentos foram divididos por ciclos. Mobilidade Urbana, Aeroportos, e financiamento para a modernização de estádios no primeiro ciclo. Segurança, Telecomunicações e Turismo nos 2º e 3º ciclos. Além de políticas públicas potencializadas pela Copa, de Energia, Qualificação pelo Pronatec e Hotelaria.
Ao contrário do que muitos imaginam, os estádios foram pagos com financiamento federal, vejam bem.....financiamento... pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), além de recursos locais e privados. Para isso o valor total investido é de R$ 8 bilhões. Lembrando que financiamento funciona como um empréstimo, cedido pelo BNDES. O valor financiado será pago de volta aos cofres do banco.
Uma lenda que os desinformados adoram gritar, mas não...a Copa não retirou verbas do orçamento de áreas como a saúde, educação, transportes e segurança pública. A verba para saúde e educação tem aumentado a cada ano. Por exemplo, o orçamento do Ministério da Educação subiu de R$ 86,2 bilhões em 2013 para R$ 89,1 bilhões em 2014. O orçamento da Saúde para o ano de 2014 será de R$ 106 bilhões, um aumento de 31% em relação a 2011. As coisas podem melhorar? é claro que podem, mas falar que estão tirando dinheiro desses setores para gastar com estádios...por favor né?
Os investimentos associados aos portos chegam a R$ 587 milhões, para melhoria nos terminais em Fortaleza, Natal, Manaus, Recife e Salvador, e para alinhamento do cais em Santos (SP).
O projeto para a Copa inclui concessões de seis aeroportos: Brasília (DF), Campinas (SP), Guarulhos (SP), São Gonçalo do Amarante (RN), Galeão (RJ) e Confins (MG). Além disso, investimentos de R$ 6,28 bi para melhoria da infraestrutura aeroportuária em terminais de passageiros, pistas e pátios, e adequações operacionais. Os 21 empreendimentos de reforma e construção de terminais de passageiros aumentarão em 81% a capacidade de recepção de passageiros nos aeroportos da Copa.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou um aumento de 1.973 novos voos entre 6 de junho e 20 de julho, com objetivo de reforçar a malha aérea e diminuir os preços das passagens durante a Copa do Mundo.
Com R$ 1,9 bilhão, o governo investiu no controle de pontos de entrada no país, na integração de instituições e sistemas, além de ações de contingência e de defesa para o Mundial e para o território nacional. A modernização da infraestrutura de segurança ficará como legado para o Brasil depois da Copa. Alguns dos exemplos desse legado são os 14 Centros Integrados de Comando e Controle (dois nacionais e 12 regionais).
Levando em conta todas as áreas que a Copa do Mundo vai atingir, serão criados 710 mil empregos permanentes e temporários. Creio que apenas isso justifique um evento desse em nosso país. Ou seja, a Copa do Mundo vai melhorar a vida de muitos trabalhadores. Queiram os mascarados ou não.
Um estudo desenvolvido pela assessoria técnica da presidência da Embratur mostra que o valor gasto por turistas brasileiros e estrangeiros durante os 30 dias de jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014 deve chegar a R$ 25,2 bilhões. A previsão é de que o Mundial deverá agregar, até 2019, R$ 183,2 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. De novo.... R$ 183,2 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o que representa um aumento de 0,4% ao ano. De acordo com outra pesquisa, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e Ministério do Turismo, a Copa das Confederações gerou um movimento de R$ 20,7 bilhões, sendo R$ 11 bilhões referentes a gastos de turistas, do Comitê Organizador Local (COL) e de investimentos privados e públicos e outros R$ 9,7 bilhões como renda acrescentada ao PIB brasileiro. A expectativa é de que a Copa do Mundo gere três vezes este valor, podendo chegar a R$ 30 bilhões.
Por mais que eu, Austin Andrade me esforce. Simplesmente não consigo entender os que condenam um evento como esse no Brasil. Temos uma chance de ouro em mãos, cabe a nós sabermos aproveitar. Temos problemas? temos..e muitos, mas o Brasil não pode ficar parado esperando o mundo acabar em barranco para morrermos encostados. Não importa quem seja o futuro presidente. Não importa ideologia, credo ou o que mais. Conversando com amigos estrangeiros percebo que o Brasil realmente está na crista da onda, e não vai ser coxinhas ou a revista Veja que vai me colocar nas trevas da ignorância.
É uma oportunidade para incrementar a infraestrutura, antecipando obras e intervenções que eram necessárias mesmo sem a realização do evento. É o caso do investimento em mobilidade urbana como a ponte estaiada em Curitiba, aumento de trens em São Paulo e ampliação de avenidas para a região de Itaquera, reduto de 2 milhões de moradores, que sempre esteve as mínguas no quesito investimento, além de obras nos aeroportos, portos, rodovias e estradas em todo país num investimento que totaliza R$ 25,6 bilhões. Os investimentos foram divididos por ciclos. Mobilidade Urbana, Aeroportos, e financiamento para a modernização de estádios no primeiro ciclo. Segurança, Telecomunicações e Turismo nos 2º e 3º ciclos. Além de políticas públicas potencializadas pela Copa, de Energia, Qualificação pelo Pronatec e Hotelaria.
Ao contrário do que muitos imaginam, os estádios foram pagos com financiamento federal, vejam bem.....financiamento... pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), além de recursos locais e privados. Para isso o valor total investido é de R$ 8 bilhões. Lembrando que financiamento funciona como um empréstimo, cedido pelo BNDES. O valor financiado será pago de volta aos cofres do banco.
Uma lenda que os desinformados adoram gritar, mas não...a Copa não retirou verbas do orçamento de áreas como a saúde, educação, transportes e segurança pública. A verba para saúde e educação tem aumentado a cada ano. Por exemplo, o orçamento do Ministério da Educação subiu de R$ 86,2 bilhões em 2013 para R$ 89,1 bilhões em 2014. O orçamento da Saúde para o ano de 2014 será de R$ 106 bilhões, um aumento de 31% em relação a 2011. As coisas podem melhorar? é claro que podem, mas falar que estão tirando dinheiro desses setores para gastar com estádios...por favor né?
Os investimentos associados aos portos chegam a R$ 587 milhões, para melhoria nos terminais em Fortaleza, Natal, Manaus, Recife e Salvador, e para alinhamento do cais em Santos (SP).
O projeto para a Copa inclui concessões de seis aeroportos: Brasília (DF), Campinas (SP), Guarulhos (SP), São Gonçalo do Amarante (RN), Galeão (RJ) e Confins (MG). Além disso, investimentos de R$ 6,28 bi para melhoria da infraestrutura aeroportuária em terminais de passageiros, pistas e pátios, e adequações operacionais. Os 21 empreendimentos de reforma e construção de terminais de passageiros aumentarão em 81% a capacidade de recepção de passageiros nos aeroportos da Copa.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou um aumento de 1.973 novos voos entre 6 de junho e 20 de julho, com objetivo de reforçar a malha aérea e diminuir os preços das passagens durante a Copa do Mundo.
Com R$ 1,9 bilhão, o governo investiu no controle de pontos de entrada no país, na integração de instituições e sistemas, além de ações de contingência e de defesa para o Mundial e para o território nacional. A modernização da infraestrutura de segurança ficará como legado para o Brasil depois da Copa. Alguns dos exemplos desse legado são os 14 Centros Integrados de Comando e Controle (dois nacionais e 12 regionais).
Levando em conta todas as áreas que a Copa do Mundo vai atingir, serão criados 710 mil empregos permanentes e temporários. Creio que apenas isso justifique um evento desse em nosso país. Ou seja, a Copa do Mundo vai melhorar a vida de muitos trabalhadores. Queiram os mascarados ou não.
Um estudo desenvolvido pela assessoria técnica da presidência da Embratur mostra que o valor gasto por turistas brasileiros e estrangeiros durante os 30 dias de jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014 deve chegar a R$ 25,2 bilhões. A previsão é de que o Mundial deverá agregar, até 2019, R$ 183,2 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. De novo.... R$ 183,2 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o que representa um aumento de 0,4% ao ano. De acordo com outra pesquisa, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e Ministério do Turismo, a Copa das Confederações gerou um movimento de R$ 20,7 bilhões, sendo R$ 11 bilhões referentes a gastos de turistas, do Comitê Organizador Local (COL) e de investimentos privados e públicos e outros R$ 9,7 bilhões como renda acrescentada ao PIB brasileiro. A expectativa é de que a Copa do Mundo gere três vezes este valor, podendo chegar a R$ 30 bilhões.
Por mais que eu, Austin Andrade me esforce. Simplesmente não consigo entender os que condenam um evento como esse no Brasil. Temos uma chance de ouro em mãos, cabe a nós sabermos aproveitar. Temos problemas? temos..e muitos, mas o Brasil não pode ficar parado esperando o mundo acabar em barranco para morrermos encostados. Não importa quem seja o futuro presidente. Não importa ideologia, credo ou o que mais. Conversando com amigos estrangeiros percebo que o Brasil realmente está na crista da onda, e não vai ser coxinhas ou a revista Veja que vai me colocar nas trevas da ignorância.
Fonte: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
domingo, 4 de maio de 2014
A Copa que sempre quis !!!!
O ano nem é tão longínquo, 2007. Esse que vos fala estava em turnê por esse Brasilzão com a Verve Cia de Dança, mas sim....eis que o Brasil conseguiu o direito de sediar a tão aclamada Copa do Mundo de futebol. Lembro como se fosse hoje. O susto inicial foi grande, estaria nosso país preparado para receber o maior evento multicultural do planeta? evento que é transmitido para mais de 200 países, alavancando audiência e sendo assistido por bilhões de pessoas ao redor do globo? Sinceramente? tinha minhas dúvidas.
Mas considerando que organizamos anualmente o carnaval, festa popular que circulam milhões de pessoas, sem falar da "Parada do orgulho gay" em São Paulo, que também reúne alguns milhões na avenida Paulista. Festas ( São João no nordeste, festa do boi em Parintins) e procissões, alguns com outros milhões de seguidores. Logo concluí que a Copa do Mundo estaria sim ao nível de organização do Brasil. E também seria chance de enterrar por vez nossa síndrome de vira-latas, que tanto me incomoda.
Porém, para uma organização plena como essa, achei que o problema seria nós mesmos. Como escolher as cidades sedes de forma inteligente, sem cair no cunho político? impossível!! Prova disso é termos jogos em estádios que serão verdadeiros elefantes brancos, como Manaus e Cuiabá. Sem falar no famigerado estádio Mané Garrincha em Brasília. Todos temos nossas cruzes pra carregar, e no caso do Brasil, nossos políticos que preferem se auto promover do que pensar no bem coletivo. Mas vamos lá.
Problemas de superfaturamento surgiram. O que era óbvio. Alguém acreditou que isso não ia acontecer? eu não acreditei. E eis que de repente a Copa passa a ser o vilão de todos os problemas do Brasil. É sério isso??? teríamos saúde e educação se não fosse o Mundial? não creio. O dinheiro da Copa do Mundo seria suficiente para arrumar todos nossos problemas? também não creio. Então me vem a cabeça que nossa síndrome de vira latas ainda está tão vivo quanto antes. Triste sina, esqueci que mudança de mentalidade leva décadas, senão gerações. Portanto, vamos nos fazer de vitimas por mais algum tempo.
Vamos ao lado bom. Nem vou me ater a grana vinda do exterior através dos turistas, nem vou me ater aos que vão gastar no comércio, nos restaurantes, nos pontos turísticos, nem vou me ater as Fans Fest, que só em Curitiba vai ter mais de 60 shows gratuitos. Grande parte de artistas paranaenses. Vou me ater apenas numa questão antropológica, que é fomentada através das relações sociais.
Agora que o mundial é realidade. Agora que o Brasil receberá centenas de milhares de turistas estrangeiros. Agora que o Rio de Janeiro receberá 800 mil pessoas em suas avenidas, que Curitiba terá mais de 100 mil. Será o momento para vermos e percebermos que não somos únicos no universo.
A grande maioria da pulação brasileira jamais terão outras chances d
e aprender algo com os estrangeiros. Esse contato pode ser único e é realmente interessante. Quem já esteve em outro país sabe o quanto podemos aprender ao simplesmente observar outra cultura, outros comportamentos. Agora imagina ter a chance de conversar, discutir sobre alguma coisa?
Tenho em mim que o futebol não é apenas um esporte. Ele é um importante elemento de agregação social. E isso não somente no Brasil, mas em praticamente todo o planeta. Não podemos deixar passar essa chance de crescermos como pessoa, de perceber o outro, de entender o que para nós é diferente. E a Copa do Mundo é essa oportunidade.
Quem puder viajar, viaje. Quem não puder entrar nos estádios, vá a alguma Fan Fest. Em Curitiba teremos shows muito legais na pedreira. Não é todo dia que teremos milhares de Iranianos, Nigerianos, Espanhóis, Russos, Australianos, etc.... caminhando pelo jardim botânico ou comendo um lanche no calçadão da XV.
Problemas? acredite!!! todos temos, quando falo todos...é realmente todos os países. Não somos isolados do mundo, apesar de nos sentirmos assim. Eu particularmente vou aproveitar, vou viajar e quero aprender, quero me interagir com o mundo. Quem puder, aconselho a fazer o mesmo.
Mas considerando que organizamos anualmente o carnaval, festa popular que circulam milhões de pessoas, sem falar da "Parada do orgulho gay" em São Paulo, que também reúne alguns milhões na avenida Paulista. Festas ( São João no nordeste, festa do boi em Parintins) e procissões, alguns com outros milhões de seguidores. Logo concluí que a Copa do Mundo estaria sim ao nível de organização do Brasil. E também seria chance de enterrar por vez nossa síndrome de vira-latas, que tanto me incomoda.
Porém, para uma organização plena como essa, achei que o problema seria nós mesmos. Como escolher as cidades sedes de forma inteligente, sem cair no cunho político? impossível!! Prova disso é termos jogos em estádios que serão verdadeiros elefantes brancos, como Manaus e Cuiabá. Sem falar no famigerado estádio Mané Garrincha em Brasília. Todos temos nossas cruzes pra carregar, e no caso do Brasil, nossos políticos que preferem se auto promover do que pensar no bem coletivo. Mas vamos lá.
Problemas de superfaturamento surgiram. O que era óbvio. Alguém acreditou que isso não ia acontecer? eu não acreditei. E eis que de repente a Copa passa a ser o vilão de todos os problemas do Brasil. É sério isso??? teríamos saúde e educação se não fosse o Mundial? não creio. O dinheiro da Copa do Mundo seria suficiente para arrumar todos nossos problemas? também não creio. Então me vem a cabeça que nossa síndrome de vira latas ainda está tão vivo quanto antes. Triste sina, esqueci que mudança de mentalidade leva décadas, senão gerações. Portanto, vamos nos fazer de vitimas por mais algum tempo.Vamos ao lado bom. Nem vou me ater a grana vinda do exterior através dos turistas, nem vou me ater aos que vão gastar no comércio, nos restaurantes, nos pontos turísticos, nem vou me ater as Fans Fest, que só em Curitiba vai ter mais de 60 shows gratuitos. Grande parte de artistas paranaenses. Vou me ater apenas numa questão antropológica, que é fomentada através das relações sociais.
Agora que o mundial é realidade. Agora que o Brasil receberá centenas de milhares de turistas estrangeiros. Agora que o Rio de Janeiro receberá 800 mil pessoas em suas avenidas, que Curitiba terá mais de 100 mil. Será o momento para vermos e percebermos que não somos únicos no universo.
A grande maioria da pulação brasileira jamais terão outras chances d
e aprender algo com os estrangeiros. Esse contato pode ser único e é realmente interessante. Quem já esteve em outro país sabe o quanto podemos aprender ao simplesmente observar outra cultura, outros comportamentos. Agora imagina ter a chance de conversar, discutir sobre alguma coisa?
Tenho em mim que o futebol não é apenas um esporte. Ele é um importante elemento de agregação social. E isso não somente no Brasil, mas em praticamente todo o planeta. Não podemos deixar passar essa chance de crescermos como pessoa, de perceber o outro, de entender o que para nós é diferente. E a Copa do Mundo é essa oportunidade.
Quem puder viajar, viaje. Quem não puder entrar nos estádios, vá a alguma Fan Fest. Em Curitiba teremos shows muito legais na pedreira. Não é todo dia que teremos milhares de Iranianos, Nigerianos, Espanhóis, Russos, Australianos, etc.... caminhando pelo jardim botânico ou comendo um lanche no calçadão da XV.
Problemas? acredite!!! todos temos, quando falo todos...é realmente todos os países. Não somos isolados do mundo, apesar de nos sentirmos assim. Eu particularmente vou aproveitar, vou viajar e quero aprender, quero me interagir com o mundo. Quem puder, aconselho a fazer o mesmo.
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