O que está acontecendo em nosso país é muito sério e não podemos fechar os olhos,o Brasil está sendo vendido para o capital internacional bem diante do nosso nariz, de uma maneira irresponsável o governo está cumprindo um antigo projeto do governo militar de forma totalmente equivocada,sempre acreditei que o foco da esquerda no Brasil fosse o lado humano numa luta contra a desigualdade,mas o que vemos é justamente o contrário,o esfacelamento do código ambiental em favor dos grandes assassinos da natureza foi apenas uma mostra que o Brasil ainda está sendo governado pelos mesmos grupelhos que tanto atrasaram e devastaram nosso país.
Essa construção da usina de Belo Monte é a gota da água de toda uma calamidade, o governo federal tem uma equipe eficiente de pesquisadores dentro das principais universidades,temos cientistas renomados e respeitados no mundo inteiro, portanto quero entender porque uma decisão dessa não tem carater técnico? não é possível que nossos melhores cientistas estejam errados e um grupelho que se diz governo esteja certos, não é possível que Professores Doutores da UEM, UEL e UNESPAR que tive contato em encontros de produção científica estejam tão errados,não é possível que professores engajados politicamente em partidos como PC do B estejam tão errados. A Associação Brasileira de Antropologia já se manifestou contrário a esse assassinato contra a maior floresta equatorial do planeta, professores doutores em Geografia já alertaram que essa construção será reverberada num caos que irá afetar diretamente milhares de pessoas naquele eco sistema, já passou da hora do governo ser humano,ser povo e ser cidadão,a construção da Usina de Belo Monte é um assassinato a sangue frio e dói saber que existem pessoas que prefere ver o lado do governo e esquece que estamos numa situação capitalista onde os grandes empreiteros comanda o o país não importando qual governo seja.
Essa construção é um assassinato a sangue frio.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Desculpas e Culpas - p / mulheres (interessante)
Por Miriam Goldenberg
Tenho observado entre as mulheres brasileiras algo que pode ser chamado de "cultura da culpa". Elas usam justificativas para fazer ( ou deixar de fazer) o que precisam ou o que querem.
Alguns exemplos: "Amor, hoje não dá, estou com uma TPM horrorosa"; "Sair? nem pensar,estou sem roupa"; "preciso fazer ginástica,mas não tenho tempo"; "Lógico que estou irritada, você não me ajuda a cuidar das crianças !".
Outras típicas desculpas: " O trabalho está acabando comigo. Não tenho energia para mais nada"; "Sou difícil mesmo. Toda minha família é assim. É genético".
Muitas se colocam como vítimas que apenas reagem ao que lhes é imposto pela natureza ou pela cultura. Culpam hormônios, trabalho e família por um temperamento difícil, intolerante e até agressivo.
Os homens que pesquisei criticam o que consideram um comportamento manipulador das mulheres.
Um analista de sistemas,de 43 anos diz, "Minha mulher tem mania de perfeição. Fica estressada quando as coisas não saem como ela quer. Reclama que não ajudo em casa, mas, quando tento, ela diz que sou incompetente, porque não fiz do jeito dela. É autoritária, mandona".
Por trás da dominação feminina está a "mania de perfeição" das mulheres.
Como disse um jornalista de 38 anos: "Não sei como satisfazer a minha mulher. Ela está sempre exigindo tudo perfeito. É obsessiva. Se não está ocupada,se sente culpada. Nunca relaxa. Cobra de mim e dos meninos, mas cobra muito mais dela mesma. Está sempre se comparando com outras para ganhar alguma competição de mulher - maravilha. E as amigas dela são iguais. Insuportáveis!".
É indiscutível que as mulheres brasileiras estão sobrecarregadas,exaustas.
É verdade que os hormônios deixam as mulheres malucas e que alguns homens sabem ser irritantes.
É verdade também que a busca insana de perfeição tem atrapalhado a vida de muitas mulheres.
Jean Paul Sartre escreveu: "Não importa o que a vida fez de você,o que importa é o que você faz com o que a vida fez de você".
Em outras palavras, para usar uma idéia meio fora de moda, temos livre - arbítrio para construir a nossa vida, não somos apenas produto da sociedade, da família, dos hormônios etc.
Sem culpa ou desculpa, tente responder: depois de décadas de luta pela liberação feminina, o que nós, mulheres, fazemos com o que a vida fez de nós?
Miriam Goldenberg é antropóloga e professsora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Autora de "Coroas: Corpo, Envelhecimento,Casamento e Infidelidade" ( Ed. Record)
Tenho observado entre as mulheres brasileiras algo que pode ser chamado de "cultura da culpa". Elas usam justificativas para fazer ( ou deixar de fazer) o que precisam ou o que querem.
Alguns exemplos: "Amor, hoje não dá, estou com uma TPM horrorosa"; "Sair? nem pensar,estou sem roupa"; "preciso fazer ginástica,mas não tenho tempo"; "Lógico que estou irritada, você não me ajuda a cuidar das crianças !".
Outras típicas desculpas: " O trabalho está acabando comigo. Não tenho energia para mais nada"; "Sou difícil mesmo. Toda minha família é assim. É genético".
Muitas se colocam como vítimas que apenas reagem ao que lhes é imposto pela natureza ou pela cultura. Culpam hormônios, trabalho e família por um temperamento difícil, intolerante e até agressivo.
Os homens que pesquisei criticam o que consideram um comportamento manipulador das mulheres.
Um analista de sistemas,de 43 anos diz, "Minha mulher tem mania de perfeição. Fica estressada quando as coisas não saem como ela quer. Reclama que não ajudo em casa, mas, quando tento, ela diz que sou incompetente, porque não fiz do jeito dela. É autoritária, mandona".
Por trás da dominação feminina está a "mania de perfeição" das mulheres.
Como disse um jornalista de 38 anos: "Não sei como satisfazer a minha mulher. Ela está sempre exigindo tudo perfeito. É obsessiva. Se não está ocupada,se sente culpada. Nunca relaxa. Cobra de mim e dos meninos, mas cobra muito mais dela mesma. Está sempre se comparando com outras para ganhar alguma competição de mulher - maravilha. E as amigas dela são iguais. Insuportáveis!".
É indiscutível que as mulheres brasileiras estão sobrecarregadas,exaustas.
É verdade que os hormônios deixam as mulheres malucas e que alguns homens sabem ser irritantes.
É verdade também que a busca insana de perfeição tem atrapalhado a vida de muitas mulheres.
Jean Paul Sartre escreveu: "Não importa o que a vida fez de você,o que importa é o que você faz com o que a vida fez de você".
Em outras palavras, para usar uma idéia meio fora de moda, temos livre - arbítrio para construir a nossa vida, não somos apenas produto da sociedade, da família, dos hormônios etc.
Sem culpa ou desculpa, tente responder: depois de décadas de luta pela liberação feminina, o que nós, mulheres, fazemos com o que a vida fez de nós?
Miriam Goldenberg é antropóloga e professsora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Autora de "Coroas: Corpo, Envelhecimento,Casamento e Infidelidade" ( Ed. Record)
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Quasar Cia de Dança
Continuando a viagem pelo universo da dança contemporânea vou seguir com um dos maiores coreógrafos que nosso país já produziu,Henrique Rodovalho, mas dessa vez resolvi colocar o que talvez seja a maior obra de sua vida,não a coreografia em si,mas sim a cia de dança criada por ele na bela e distante Goiânia, distante porque por muito tempo acreditou-se que a produção de arte inteligente deveria estar restrita no eixo Rio - São Paulo, pura blasfêmia...o tempo mostrou que a criatividade dos artístas brasileiros não tem limite,nos últimos anos vimos surgir dança inteligente e de qualidade no Paraná com a Verve,Santa Catarina com Cena 11, Pernambuco com o Grupo Experimental e por aí vai, só para citar alguns exemplos.
A Quasar Cia de Dança é daquelas cias que tem o poder de criar todo um conceito ao redor,eles conseguiram mostrar que Goiânia é muito mais que terra de duplas sertanejas,eles criaram uma marca e uma característica muito peculiar fazendo que a música torna-se apenas um elemento efêmero na construção da obra,a fala do corpo é muito forte e marcantes,pautado por movimentos ora bruscos,ora suaves e leves,porém complexos e criativos que fazem uma comunicação direta com a platéia...
Retrato em Branco e Preto - Quasar Cia de Dança
A Quasar Cia de Dança é daquelas cias que tem o poder de criar todo um conceito ao redor,eles conseguiram mostrar que Goiânia é muito mais que terra de duplas sertanejas,eles criaram uma marca e uma característica muito peculiar fazendo que a música torna-se apenas um elemento efêmero na construção da obra,a fala do corpo é muito forte e marcantes,pautado por movimentos ora bruscos,ora suaves e leves,porém complexos e criativos que fazem uma comunicação direta com a platéia...
Retrato em Branco e Preto - Quasar Cia de Dança
domingo, 6 de novembro de 2011
São Paulo Cia de Dança
A São Paulo Cia de Dança é daquelas estatais que surge do nada e causa alvoroço na classe artística local, não tanto pela qualidade técnica,mas sim pelos milhões que o estado investe a cada ano para manter uma companhia oficial enquanto vários projetos e artístas penam em busca de algo concreto para viabilizar seus projetos.
Mas enfim,políticas públicas e culturais a parte,essa é uma companhia de um elevado grau técnico e artístico,ao contrário da maioria dos grupos oficiais a São Paulo Cia de Dança não tem o ranzo das companhias mais antigas,a cada apresentação o elenco consegue exalar um frescor visto apenas em companhias independentes e que fazem da criatividade o mote inicial para suas criações.
Inquieto (2011)
Coreografia e iluminação: Henrique Rodovalho
Trilha sonora original: André Abujamra
Figurinos: Cássio Brasil
Cenografia: Shell Jr.
Execução do cenário: Fábio Brando
Duração: 23 minutos com 11 bailarinos
Em Inquieto Henrique Rodovalho apresenta três faces do desassossego. Três personagens marcam a cena e pouco a pouco revelam diferentes inquietudes diante do mundo: uma velada, aparentemente imóvel, que transparece em pequenos gestos quase incontroláveis; outra determinada, como uma linha que risca de forma direta todo o espaço da cena; e outra traduzida propriamente em movimento: o corpo em suas diferentes articulações, conexões e sinuosidades expandidas no espaço. No desenvolvimento da peça, o terceiro personagem se desdobra em dez: os movimentos se multiplicam, passam pelos distintos intérpretes, como se fossem um e ao mesmo tempo muitas facetas da inquietude humana, criando novas estruturas e repetições com variantes. O desenho do corpo no espaço se completa com o traço do cenário de Shell Jr. em permanente construção na cena. A luz também cria o espaço, recortando o palco e enfatizando determinados momentos da obra. Os riscos do figurino de Cássio Brasil acentuam as sombras e dobras do corpo e a música de André Abujamra cria o ambiente e revela as dinâmicas da obra. Imobilidade e movimento, sombra e luz, linhas retas e sinuosas. As polaridades vistas na cena nos instigam a interrogações em torno do espaço e suas possibilidades e invenções revelam um pouco da apreensão cotidiana.
Mas enfim,políticas públicas e culturais a parte,essa é uma companhia de um elevado grau técnico e artístico,ao contrário da maioria dos grupos oficiais a São Paulo Cia de Dança não tem o ranzo das companhias mais antigas,a cada apresentação o elenco consegue exalar um frescor visto apenas em companhias independentes e que fazem da criatividade o mote inicial para suas criações.
Inquieto (2011)
Coreografia e iluminação: Henrique Rodovalho
Trilha sonora original: André Abujamra
Figurinos: Cássio Brasil
Cenografia: Shell Jr.
Execução do cenário: Fábio Brando
Duração: 23 minutos com 11 bailarinos
Em Inquieto Henrique Rodovalho apresenta três faces do desassossego. Três personagens marcam a cena e pouco a pouco revelam diferentes inquietudes diante do mundo: uma velada, aparentemente imóvel, que transparece em pequenos gestos quase incontroláveis; outra determinada, como uma linha que risca de forma direta todo o espaço da cena; e outra traduzida propriamente em movimento: o corpo em suas diferentes articulações, conexões e sinuosidades expandidas no espaço. No desenvolvimento da peça, o terceiro personagem se desdobra em dez: os movimentos se multiplicam, passam pelos distintos intérpretes, como se fossem um e ao mesmo tempo muitas facetas da inquietude humana, criando novas estruturas e repetições com variantes. O desenho do corpo no espaço se completa com o traço do cenário de Shell Jr. em permanente construção na cena. A luz também cria o espaço, recortando o palco e enfatizando determinados momentos da obra. Os riscos do figurino de Cássio Brasil acentuam as sombras e dobras do corpo e a música de André Abujamra cria o ambiente e revela as dinâmicas da obra. Imobilidade e movimento, sombra e luz, linhas retas e sinuosas. As polaridades vistas na cena nos instigam a interrogações em torno do espaço e suas possibilidades e invenções revelam um pouco da apreensão cotidiana.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Um pouquinho de Grupo Corpo.
Vou falar brevemente de uma companhia que tem muito a nos ensinar, não somente pelos espetáculos despojados que fazem com que suas características sejam reconhecidas em qualquer parte do mundo,mas sim da organização,dedicação e empenho que fizeram do Grupo Corpo,da cidade de Belo Horizonte um exemplo de sucesso a longo prazo,não é a toa que a mais de 35 anos esse grupo vem com uma carreira sólida e consolidada.
Vou deixar um vídeo de um dos trabalhos mais conceituados do grupo, Bach....de 1996.
O Corpo ficou conhecido por fazer uma dança contemporânea desprendida dos modelos europeus,apesar dos bailarinos terem uma técnica clássica apurada os interpretes são preparados de tal maneira que suas articulações são testadas o tempo todo, um swing despojado gostoso de se ver.
Vou deixar um vídeo de um dos trabalhos mais conceituados do grupo, Bach....de 1996.
O Corpo ficou conhecido por fazer uma dança contemporânea desprendida dos modelos europeus,apesar dos bailarinos terem uma técnica clássica apurada os interpretes são preparados de tal maneira que suas articulações são testadas o tempo todo, um swing despojado gostoso de se ver.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Luto, Adeus Maria Helena.
Faleceu no Rio de Janeiro a produtora da Verve Cia de Dança, Maria Helena Alvares, minha grande amiga e incentivadora, não é exagero afirmar que foi uma das grandes responsáveis pela carreira internacional e o respeito que conquistamos nos apresentando nos principais palcos do Brasil,América Latina e Europa.
Deixo meu muito obrigado para aquela que foi um dos grandes referênciais na minha vida, aquela que me ajudou a descobrir e perceber que o mundo vai muito além de onde podemos ver, aquela que apurou meus sentidos e me fez perceber que apesar das diferenças culturais,somos todos iguais e no fundo queremos a mesma coisa......viver, ter dignidade e esperança.
Obrigado Maria Helena,até logo minha amiga.
Verve Cia de Dança numa das muitas turnês pela Europa,da esquerda para direita,
Austin Andrade,Fernando Nunes,Ryan lebrão,Mariusa Bregoli,Maria Helena,Paty Zarske e Peter Abudi
Deixo meu muito obrigado para aquela que foi um dos grandes referênciais na minha vida, aquela que me ajudou a descobrir e perceber que o mundo vai muito além de onde podemos ver, aquela que apurou meus sentidos e me fez perceber que apesar das diferenças culturais,somos todos iguais e no fundo queremos a mesma coisa......viver, ter dignidade e esperança.
Obrigado Maria Helena,até logo minha amiga.
Verve Cia de Dança numa das muitas turnês pela Europa,da esquerda para direita,
Austin Andrade,Fernando Nunes,Ryan lebrão,Mariusa Bregoli,Maria Helena,Paty Zarske e Peter Abudi
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