Algum tempo atrás a concepção de dança se limitava a ser um corpo seguindo um ritmo musical com um lindo sorriso na cara,a idiossincrasia cérebro/coração/corpo era praticamente ignorada em detrimento a um corpo que falava, mesmo sendo emudecido pela falta de linhas de ligação entre nossos próprios orgãos,felizmente isso começou a mudar, a dança se consolidou como arte propriamente dita, provou que a fusão cérebro/coração/corpo é uma ferramenta poderosa de comunicação e expressão,sendo possível escrever textos e frases e provocar sensações que nem o mais talentoso poeta jamais imaginara.
Uma importante ferramenta que tem ganhado cada vez mais espaço é a vídeo - dança,nela o artista tem uma importante ferramenta para mostrar o trabalho em ambientes que por si só denota toda uma rede de sensações e prazeres,nisso a Kinesphere Contact Improvisation , dos artistas Christopher Michael, Diego Oliveira e Ryan Lebrão tem feito muito bem.
Em Parangolé - Improviso para a Câmera, gravado em Curitiba, mostra como uma concepção de ideias formatada com cenário,música e corpo é capaz de transformar movimentos em um mosaico de sensações que levam o espectador a uma viagem sobre seu próprio interior, os movimentos desprentensiosos,singelos....mas movido pelo IDEAL ( ideia) aliado com material cênico que compõe uma verdadeira poesia corporal onde o mais importante não é o culto atlético ao corpo,mas simplesmente o EXISTIR e a interação com o meio,essa é a dança mais bonita,a que transmite sensações,sejam elas quais forem.
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