quarta-feira, 5 de outubro de 2011

De novo de quatro???

   Estava ficando animado quando  a presidente Dilma disse o Brasil é soberano e que a FIFA teria que se adaptar as nossas leis,finalmente alguém seguiria o exemplo alemão da Copa de 2006 quando os homens do futebol tiveram de engolir os costumes locais e a FIFA teve de abrir as pernas e aceitar o comércio de bebidas que não fazem parte do rool de patrocinadores da Copa,mas não...infelizmente ela cedeu.
  Vamos aos fatos e argumentos,eu como artista sou quase que inteiramente contra a meia entrada do jeito que ela é comercializada no Brasil,de todos os países que tive o privilégio de ir percebi que essa pratica só existe aqui,nem mesmo na Venezuela de Hugo Chaves existe esse estupro contra a classe artística,pois vejamos....ao alugar um teatro,contratar figurinista,costureira,cenotécnico,pagar leis e taxas,pagar sindicatos....ninguém quer saber se vivemos de arte,temos que pagar o produto sempre inteiro e não pela metade,quando chego nos açougues,lojas,feiras,enfim....minha carteirinha de estudante não vale nada,então porque diabos tenho que dar meia entrada para estudantes se quando pagar pelo serviço terei de pagar por inteiro?? mas vejam bem,não sou contra um beneficio para os estudantes,sou contra do jeito que ela é aplicada,do jeito que está, o trabalhador acaba pagando em dobro algo que deveria ser mais barato para todo mundo,por isso ingressos para teatro,cinemas e shows são tão caros no Brasil.
  Mas vamos separar o joio do trigo,indiferente a minha opinião pessoal, a presidente havia garantido que essa lei de meia entrada seria respeitada durante o mundial,doce ilusão,pura ilusão....se a lei existe,ela não deveria ser cumprida por todos? porque esse diferencial justamente numa classe que arrecada bilhões e mais bilhões por ano? entendo que a Copa vai trazer um beneficio enorme para o país, estive em alguns que sediaram Olimpíadas e Copas e vi que o legado estrutural realmente existe,mas os fins não podem e nem devem justificar os meios,a Copa é bem vinda,mas sem lesar o povo.

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