quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Poxa vida,era dança....

  Nessa quinta foi aberta com o espetáculo Jardim a mostra de dança Corpo e Som numa promoção do Sesc Campo Mourão, foi bacana ver e perceber que Curitiba conta com artistas que querem pensar num corpo hibrído,num corpo que comunica e que tem uma base de movimento a partir da ideia, para quem acompanha a dança contemporânea a fundo sabe das dificuldades que a cidade de Curitiba em si tem em se desenvolver nesse campo,seja por uma resistência dos velhos dinossauros que continuam a pensar a dança como um elemento belo que serve apenas para completar a estética do dia a dia,seja por causa de bailarinos que não aceitam a fusão de linguagem como um elemento presente na pesquisa e desenvolvimento da arte contemporânea,seja como for o que vimos em Campo Mourão foi um salto,se não de qualidade pelo menos de iniciativa.
  Claro que o caminho está sendo trilhado,mas ainda existe algo de ranço na dança que vem de Curitiba que incomoda,corpos blocados,postura totalmente ereta,respiração presa,olhar tenso, andar como robô....poxa vida, existem coisas que já podia ter melhorado,mas entendo que isso é um caminho longo para quem vem de uma escola totalmente burocrática, a dança curitibana precisa se redescobrir, precisa buscar intercâmbio com quem pensa a arte como um todo.....Gustavo Círiaco do Rio de Janeiro, Sandro Borelli de São Paulo, próprio Fernando Nunes..nomes não faltam,talvez falte disposição em assumir as próprias limitações e entender que a arte contemporânea em si é um mundo em transformação,e como tal não pode ficar relegado a construções arcaicas que era comum numa estética dos anos 70.

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